quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Antigos nomes de ruas de Porto Alegre




      Encontramos em nosso acervo um livro intitulado: "Porto Alegre, a cidade e sua formação", de autoria de Clovis Silveira de Oliveira. Esta publicação de 1985, traz muitas informações sobre a história do desenvolvimento de Porto Alegre. Achamos particularmente interessante um capítulo dedicado aos antigos nomes de ruas do Centro Histórico de nossa cidade. 
   Existem muitas histórias curiosas envolvendo os lugares pelos quais passamos no nosso dia-dia, ao conhecer os antigos nomes de ruas do Centro, algumas destas histórias se tornam conhecidas. Utilizando o livro citado como fonte, iremos "contar" algumas destas histórias para os nossos amigos e leitores. 

"(...) Beco dos Guaranis -  (Rua General Vasco Alves): É a segunda que se formou em sentido transversal [à atual Rua dos Andradas]. Iniciava na Rua da Praia indo até a Praia do Riacho [próximo a atual Rua Washington Luiz]. Tinha esse nome devido a que no cruzamento com a Rua da Ponte (atual Rua Riachuelo), no antigo lugar do depósito de pólvora (1773), foi construído um quartel para sediar o 24º e o 25º Regimento de Milícias, ambos com efetivo de índios guaranis recrutados nas Missões por volta de 1824  [grifo meu]. Mais tarde esse beco tomou o nome de Rua da Guarda Municipal, também conhecida como Rua do Princípe. Após a Guerra do Paraguai, sua denominação foi mudada definitivamente para a Rua Gen. Vasco Alves (...).

Atual Rua Vasco Alves


"(...) Rua dos Pecados Mortais - Rua do Jogo da Bola - Rua dos Nabos a Doze- (Rua Gen. Bento Martins): Todos esses nomes foram usados na quinta transversal que iniciava na Praça do Pelourinho [na Rua dos Andradas, próximo a atual Igreja das Dores] e ia até a Praia do Riacho. É a que hoje conhecemos, em toda sua extensão, pelo nome de General Bento Martins, Barão de Ijuí, nascido em Cachoeira do Sul em 1818 e falecido em Uruguaiana em 1881. Essa rua teve a denominação oficial de Rua do Arroio, em 6 de junho de 1870, mas o trecho que iniciava na Rua da Praia e ia até a atual Riachuelo, foi conhecida como Rua dos Pecados Mortais devido ao aspecto moral das moradoras que aí ocupavam sete casinhas. Assim como o trecho entre a Rua Riachuelo e a Duque de Caxias foi conhecido por Rua do Jogo de Bola porque ali o comerciante Antônio Pereira da Silva instalou, no terreno do armazém de sua propriedade, uma espécie de jogo de bochas. O trecho que ia da Duque de Caxias à Rua do Arvoredo foi conhecido por Beco do Nabo a Doze, apelido de João Antônio da Silva, ali estabelecido com pequeno comércio onde vendia doze nabos por um vintém (...)". 

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Atual Rua Bento Martins


    "(...) Beco do Fanha - (Rua Caldas Junior) : Começava na Rua da Praia, perto do Largo da Quitanda (atual Praça da Alfândega) e ia até a Rua da Ponte (atual Riachuelo), onde existia uma pinguela para dar passagem por sobre as águas de uma fonte logo acima. Seu nome vem de um taberneiro que ali se instalou em uma das casas de Inácio Manoel Vieira. O Fanha, que nem fanha era, apenas falava com uma voz gutural abafada, chamava-se Francisco José de Azevedo. Por volta de 1870 o beco foi denominada de Rua Paissandu, em homenagem à vitória naval e terrestre no cerco da cidade uruguaia assim chamada, quando da Guerra de 1864/1865. Hoje essa rua se chama Caldas Junior (...)". 

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Foto rara do Beco do Fanha (atual Rua Caldas Junior) ainda no século XIX.



                                  
   "(...) Beco da Guarapa - (Trecho da Rua Gen. Câmara):  Assim se denominava a Rua da Ladeira [atual Rua General Câmara] além da Rua da Praia, em direção ao rio. É que naquele trecho se instalou na esquina João Inácio Teixeira com seu armazém que vendia guarapa. O beco também foi conhecido pelo nome de Beco do João Inácio. Hoje, esse beco mais a antiga Rua do Ouvidor ou Ladeira, são denominados oficialmente de Rua General Câmara, em homenagem ao grande militar, 2º Visconde de Pelotas (...)".* 

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Fotografia rara da antiga Rua da Ladeira (atual Rua Gen. Câmara) no século XIX. É possível visualizar trecho após a Rua da Praia, quase as margens do Guaíba.


* Fonte: Oliveira, Clovis Silveira "Porto Alegre: a cidade e a sua formação". Gráfica e Editora Norma, 1985. Porto Alegre, RS. 
    


segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

A greve de ônibus de 1955 e o texto de Josué Guimarães

   Realizando uma pesquisa no Arquivo Histórico de Porto Alegre Moysés Vellinho, encontramos um texto que é uma preciosidade:  uma coluna do jornal "A Hora", assinada pelo escritor e jornalista Josué Guimarães. O texto da coluna trata sobre a greve do transporte público de 1955 (o que nos interessa, aqui no Memória Carris) e é um exemplo da inteligência e talento do autor. 
    Josué Guimarães (1921-1986) é considerado um dos grandes jornalistas e escritores brasileiros. Autor de romances gaúchos fundamentais como "A Ferro e Fogo", "Camilo Mortága" e "Dona Anja", entre outros, Josué Guimarães foi jornalista de diferentes órgãos de imprensa do Brasil e o vereador de Porto Alegre mais bem votado na eleição de 1951. Um homem do seu tempo, atuante nas questões políticas e sociais, o autor tem opiniões bastante claras, que ficam evidentes no texto que iremos transcrever a seguir:

"Conversa do Dia: ônibus e eleições"
                        
                                                            Josué Guimarães

  Por incrível que pareça, a greve dos proprietários de empresas particulares de ônibus já teve o signo das eleições de outubro. Aos políticos se torna extremamente difícil pensar em termos não eleitorais, tanto mais que seus nomes começam a aparecer como candidatos a postos eletivos. O governador Ildo Meneghetti, por exemplo, achou as tabelas - tanto da cidade quanto as intermunicipais - excessivamente altas e injustas, conquistando por isso o aplauso dos trabalhadores através de suas entidades de classe. Entretanto no Estado a coisa já foi consumada com a publicação pelo Diário Oficial , das tabelas majoradas. Ao DAER - em que pese o sorriso e as promessas do governador - cabe cumpri-las. No Município, o prefeito substituto achou por bem negar autorização para os aumentos pedidos originando-se daí a greve que durou pouco, porque era greve de opereta e opereta de patrão.
   Vale notar, que quando se trata de greve de patrão ninguém fala em 9070, em repressão policial, em Ministério do Trabalho, em prisões e em outras medidas habituais quando as greves são dos empregados. Tanto mais estranhável quando sabemos na direção da Inspetoria dos Serviços Públicos Concedidos um cidadão que foi Delegado de Ordem Política e Social e sempre agiu drasticamente em greves anteriores. Desta vez as conversações foram amigáveis, pois eram patrões. Então o prefeito solucionou o impasse de maravilhosa maneira: das 23 linhas de micro-ônibus postulantes de melhores tarifas manteve em 22 os preços que deram origem ao movimento paradista. Uma só - da Independência - viu a tabela reduzida em 50 centavos, e justamente aquela que serve uma linha granfina sabidamente.  Enquanto aos ônibus  aumentou a linha da Ponta do Aterro, manteve a tabela pedida em cinco e propôs a redução de 50 centavos em 16 linhas, das quais 10 da Carris, isto é, a maioria das linhas que teriam a majoração diminuída pertence ao município, que termina pagando a diferença, como até agora. Nas outras, incluido-se as linhas Farrapos 2 e 3, dividiu os preços em CR$2,00 até determinado ponto e CR$2,50 até o fim da linha, o que dá no mesmo e atenta contra os mais pobres que buscam casas e terrenos mais baratos nos fins das linhas. 
  Na Câmara os aplausos foram gerais, incluindo-se a bancada trabalhista que não teve uma palavra em defesa da tabela proposta e aprovada pelo próprio sr. Manuel Vargas. 
   De tudo se conclui o seguinte: não convém dar a impressão ao povo de que se está aumentando os preços. Depois das eleições estudaremos com carinho este e outros assuntos delicados. Quando entrar no Legislativo o reexame das Tabelas do DATC a corrida contra o aumento será impressionante. Noventa por cento dos vereadores são candidatos à volta. O Município que leve a breca. Se aos particulares se concede algum aumento a fim de não irem a falência, ao Município compete esperar sempre 'para depois das eleições'. E assim vamos indo a bancarrota e a matroca. 
  Que eu saiba não existe nenhum levantamento sério por parte dos órgãos sérios da Prefeitura quanto ao custo real das passagens da sua frota de ônibus. Tudo e do mais ou menos. E se chegarem a conclusão de que as tabelas são baixas, mesmo assim entenderão que a melhor política é mantê-las  com medo de enfrentar a grita popular. Mas a verdade é que no Município somos o reflexo da inflação nacional do Sr. Gudin e de outras eminentes personalidades que desgraçam este país. Sacrificar ainda mais os cofres do Município com receio de cair em desgraça popular é demagogia e da barata, me perdoem."*

* Jornal "A Hora", 24 de abril de 1955, página 10. 


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sexta-feira, 29 de julho de 2016

Visita do Museu Itinerante Memória Carris ao Terminal Triângulo

   Na sexta-feira passada, dia 22 de julho, estivemos com nosso Museu Itinerante estacionado no terminal Triângulo. Esta visita fez parte de nosso projeto de Visitas aos Terminais da Carris, em que visitamos os locais de trabalho de nossos colegas da operação para apresentarmos um pouco da história da empresa. 
   Como pode ser constatado nas imagens a baixo, esta foi uma visita muito proveitosa! Tivemos um grande número de visitantes, tanto do público em geral (pessoas que estavam circulando por este espaço e paravam um pouco com a correria do dia-dia para conhecer nosso ônibus), como de colegas da Carris e de outras empresas de transporte público.
    O Terminal Triângulo foi inaugurado em dezembro de 2004. Três linhas da Carris têm seus finais de linha neste terminal: T1, T1D e T7. 
  




terça-feira, 12 de julho de 2016

Mercado Público de Porto Alegre

  Porto Alegre é uma cidade de muitas histórias. Nos habituamos a transitar por seus espaços sem reparar nas marcas do passado existentes na cidade. O olhar cotidiano sobre locais que fazem parte do nosso dia-dia muitas vezes acaba por "colocar um véu" sobre estes lugares, escondendo com um ar monótono  de "todo dia" construções e espaços realmente extraordinários. 
   Um exemplo marcante desta situação é o Mercado Público de Porto Alegre, uma construção de 1869. Localizado em uma área de intensa circulação de pessoas, poucos já se dedicaram a olhar o Mercado com "olhos de olhar", reparando nos detalhes presentes em sua bela construção. 
  Resgatando um pouco a memória do Mercado, sabemos que a ideia de construção de um grande mercado para atender a população da cidade surgiu em 1842, quando o então Governador da Província, Saturnino de Souza, sentiu a necessidade de construir um prédio que organizasse o comércio da capital. Até este momento, o comércio de alimentos na cidade era desenvolvido em barracas, em feiras como a do Largo da Quitanda (na atual Praça da Alfândega) e no Largo do Paraíso (atual Praça XV). O local escolhido para a construção do primeiro Mercado Público de Porto Alegre foi exatamente o antigo Largo do Paraíso. Este primeiro prédio foi construído com tijolos e tinha enormes portões de ferro. O comércio era realizado tanto no seu espaço interno como externo. Ali se comercializava tudo: frutas, verduras, carnes, roupas, cordas, arreios, estribos, artigos de toucador, armas, munições e até mesmo trabalhadores escravizados. Perto do prédio foi construída uma doca com espaço para o estacionamento de carretas e carroças, tudo isso com o objetivo de facilitar o abastecimento do Mercado. 
  No ano de 1863 esse primeiro Mercado já era considerado pequeno para as necessidades da cidade. Em 29 de agosto de 1864, o então presidente da província, João Marcelino de Souza Gonzaga, lançou a pedra fundamental do novo Mercado Público de Porto Alegre, que foi construído no alinhamento do "Caminho Novo", rua que deu origem a atual Voluntários da Pátria. As obras foram concluídas em três de outubro de 1869. Porém, o novo prédio só foi aberto para a população em primeiro de janeiro de 1870.
   Sabemos que a Cia. Carris Porto-Alegrense foi fundada em 19 de junho de 1872, contudo, as atividades da Carris só começaram a se desenvolver em 4 de janeiro de 1873. Temos a informação que ainda em janeiro de 1873, a parte administrativa da nova empresa de transportes se estabeleceu no torreão 3 do Mercado Público. Lá eram vendidos os "bonds", nome dado aos bilhetes de passagem. O escritório da Carris funcionou no Mercado Público até dezembro de 1873, quando o setor foi transferido para o 'Depósito de Bonds", localizado na Rua da Várzea, atual avenida João Pessoa. 


   
  
  
   

terça-feira, 21 de junho de 2016

144 Anos de Cia. Carris Porto-Alegrense

     No último domingo a Cia. Carris Porto-Alegrense completou 144 anos de existência.  Em 19 de junho de 1872, através de um Decreto Imperial, o Imperador D. Pedro II autorizou a Cia. a explorar o transporte coletivo em Porto Alegre. Poucas pessoas sabem, mas a Cia. Carris foi a segunda empresa de Porto Alegre responsável pelo transporte coletivo. A primeira experiência da capital com transporte público remonta à 1865, quando começaram a circular em nossa cidade as chamadas maxambombas. A principal diferença entre estes veículos e os da Cia. Carris é que os trilhos usados para locomoção dos vagões puxados à tração animal eram de madeira, o que dificultava a locomoção, tornando o transporte mais lento e barulhento. 
    Em 1872 Manoel de Miranda e Castro comprou as antigas maxambombas e com a autorização dada pelo decreto de D. Pedro II, criou a Cia. Carris Porto-Alegrense. A partir deste momento, os trilhos de madeira começaram a ser trocados por de metal. Foram necessários sete meses até o fim das reformas. Em 4 de janeiro de 1873, o primeiro bonde a burro da Cia. Carris, importado da Stephenson de Nova Iorque, transitou pelas ruas de Porto Alegre. A população da cidade compareceu para prestigiar a inauguração da nova empresa de transporte. Neste primeiro dia, foram usados dois cavalos brancos na tração dos veículos, no dia seguinte, entretanto, os muares reassumiram seus postos no transporte coletivo da época. 
  Nestes 144 anos Porto Alegre cresceu muito. No início da Cia. Carris nossa cidade tinha aproximadamente 44 mil habitantes, hoje são quase um milhão e meio de pessoas. Na antiga Porto Alegre a cidade se limitava ao que chamamos hoje de Centro Histórico, atualmente a cidade esta dividida em centenas de bairros e continua crescendo. A Cia. Carris acompanhou todas estas transformações se complexificando cada vez mais para dar conta desta metrópole em que se transformou nossa cidade. Podemos afirmar que Carris e Porto Alegre são amigas de longa de data! 
   Esta importante data de aniversário da Cia. Carris não poderia passar em branco! No próximo sábado, dia 25 de junho, estaremos com nosso Museu Itinerante e com nossa exposição "Memórias Sobrepostas" no Parque Farroupilha, próximos ao Monumento do Expedicionário. Convidamos todos nossos leitores e amigos a nos prestigiarem! Estaremos recebendo visitantes entre às nove da manhã até às dezesseis horas. Venha nos fazer uma visita! 




   

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Visita ao terminal da linha Ipiranga/PUC

  Nosso projeto de visitas aos terminais continua! Na quinta-feira do dia 19 de maio estivemos com nosso Museu Itinerante no terminal da linha Ipiranga/PUC no bairro Intercap. 
  Sempre que realizamos este projeto procuramos buscar informações sobre a linha e o terminal que vamos visitar. Também gostamos de levar fotos e documentos da história do terminal e dos colaboradores que trabalham na linha, assim nossos colegas podem recordar o passado e se encontrar nas imagens. É muito divertido acompanhar o pessoal olhando as fotos, se vendo em outros momentos de sua história, encontrando imagens de outros colegas que mudaram de função ou que não trabalham mais na empresa. Este momento sempre gera muitas lembranças! 
  Também continuamos estacionando nosso ônibus/museu todas as segundas-feiras ao lado do Mercado Público. Estas saídas têm sido muito importantes para o nosso setor. Sempre temos muitas visitas. Além disso, num ponto tão central de Porto Alegre, conseguimos atingir diferentes públicos em um mesmo momento. Já recebemos visitas de muitos estudantes, de turistas, de antigos usuários dos bondes de Porto Alegre e também de muitas crianças. Atender um público tão eclético é ao mesmo tempo desafiador e enriquecedor. Ficamos felizes por nosso Museu itinerante estar cumprindo o seu papel de contar a história da Cia. Carris! 





terça-feira, 3 de maio de 2016

Comemorações do Dia do Trabalhador na Carris

Como acontece em todos os anos, no último domingo comemoramos aqui na Carris o dia do trabalhador. As atividades foram realizadas no espaço da USECARRIS (União Social dos Empregados da Cia. Carris), localizada em uma área junto a sede da empresa.  
Além do já tradicional campeonato de futebol, foram realizadas várias atividades esportivas e culturais. Como não poderia deixar de ser, nosso Museu Itinerante Memória Carris estava presente neste evento. Tivemos a visita de 105 pessoas no nosso ônibus/museu. A maior parte destes visitantes é formada por funcionários da Carris e seus familiares, o que nos deixa muito felizes. Acreditamos, que desta forma, estamos mostrando aos nossos colegas a grande história da empresa da qual eles fazem parte. 
Além do Museu Itinerante, também participamos do dia do trabalhador com a nossa exposição "Temporânea", composta por sete totens de metal com imagens, textos, letras de música que contam histórias de transformações ocorridas no espaço central de nossa cidade. Esta exposição é muito legal porque ela apresenta muitas informações interessantes sobre a história da nossa cidade. Acreditamos que aqueles que nos visitaram tiveram bons momentos de informação e cultura!
Postamos abaixo algumas imagens deste dia primeiro de maio.